(dis)locations

(Des)locações, exílio, topologia, deslocalização / (Dis)locations, exile, topology, relocation

Este é o segundo livro produzido no âmbito do Projecto Transformations, Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A questão central do livro gira em torno da noção de deslocação que serviu de mote a uma série de projectos de estudantes, mas que foi também o desafio colocado a um grupo de pensadores e críticos que prontamente responderam com os contributos desta publicação.

O conjunto de textos dos autores convidados apresenta a noção de deslocação em várias e críticas formas. Laura Castro aproveitou a oportunidade para falar da ideia de deslocação referindo-se aos processos em que esta noção pode ser tomada para processar códigos que organizam e fazem a paisagem evoluir. Michael Asbury reflecte sobre uma isntalação de António Manuel, um artista brasileiro que usou o espaço de exposição como uma espécie de superfície tridimensional em que noções de identidade colonial se confrontam com uma espécie de comentário corpóreo sobre a ocupação da arquitectura. Miguel Leal leva a noção de mediação, como condição para os modos contemporâneos da experiência, às suas consequências em termos da percepção e construção de uma ideia de paisagem. A partir de uma breve história da relação de Guattari com a clínica La Borde, Susana Caló demonstra a deslocação da noção do subjectivo, assim tomado nu sentido polifónico, até a um território “além humano”, pondo este processo em paralelo com uma abordagem à noção do colectivo. Usando a exposição Metaflux na IX Bienal de Arquitectura de Veneza, Pedro Gadanho aplica a ideia de deslocação à pertinência discursiva da prática curatorial em arquitectura, que poderia relocalizar a disiciplina para uma posição menos petrificada no mundo contemporâneo. O contributo de Gabriela Vaz-Pinheiro para esta publicação, inicialmente produzido para ser apresentado online, sofre ele mesmo uma deslocação para a página impressa. Este texto pretende desenvolver a noção de site-specificity, actualizando o pensamento de Krauss incorporando um novo modo de fluidez que não é estranho à experiência contemporânea. Godofredo Nobre problematiza questões de visibilidade e pode activadas no espaço público tanto por monumentos que representam o poder instituído como por intrusivos gestos de graffiti. Jeremy Hunt e Jonathan Vickery apresentam várias possibilidades para se considerar a arte pública hoje, alertando para os perigos do uso da arte em espaços públicos como uma forma de promover perfis de negócio. José Guilherme Abreu, historiador de arte, propõe uma série de modelos de abordagem a diferentes modos de colocar arte em público. Finalmente, Jimenez Lai desenha uma visão sobre a condição humana para além do urbano, propondo uma reflexão sobre modos de construir e residir, de habitar e de estar em movimento. O livro é ilustrado em cores e preto e branco, e bilingue, em Português e Inglês.

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Para solicitar um exemplar contactar:
joana@fba.up.pt
 
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Reviews
http://aajpress.wordpress.com/2011/09/17/aaj-library-art-architecture-books-september-2011/
 
(Dis)Locations: Exile, Topology, RelocationEdited by Gabriela Vaz-Pinheiro
A compendium of contemporary public art / space thinking. “In the spirit of an exploratory, transdisciplinary object, you may thus find here essays on the mutating codes of landscaping (Laura Castro), a possible topology of media (Miguel Leal), the shifting status of public art (Jeremy Hunt & Jonathan Vickery), and even a graphic novel on non-gravity architecture as a reenacted, roving Noah’s Ark (Jimenez Lai).”  Pedro Gadanho, shrapnel contemporary. This book is bilingual in Portuguese and English and presents projects by Final Year Students of the Master of Art and Design for the Public Space, Fine Arts Faculty, University of Porto and texts by Gabriela Vaz-Pinheiro, Godofredo Nobre, Jeremy Hunt and Jonathan Vickery, José Guilherme Abreu, Laura Castro, Michael Asbury, Miguel Leal, Pedro Gadanho e Susana Caló, as well as a graphic novel by Jimenez Lai.http://shrapnelcontemporary.wordpress.com/2011/06/15/read-all-about-it/(…)

Edited by artist and researcher Gabriela Vaz-Pinheiro, (Dis)Locations has the unusual and praiseworthy attribute of conflating student’s research work with newly produced, specially commissioned theoretical reflections on the very subject of their study.

In the spirit of an exploratory, transdisciplinary object, you may thus find here essays on the mutating codes of landscaping (Laura Castro), a possible topology of media (Miguel Leal), the shifting status of public art (Jeremy Hunt & Jonathan Vickery), and even a graphic novel on non-gravity architecture as a reenacted, roving Noah’s Ark (Jimenez Lai).

In the midst of this profusion, my extravagantly titled piece, “Ex-, Post-, Re-, Dis-Locus: Curatorial Thinking and the Dislocation of Architectural Discourse,”  dwells on how the practice of curating, as influenced by its developments within the contemporary art world, goes against the grain of architecture’s aspiration topermanence – and thus may offer a paradoxical resistance to the latentpetrification of its connected critical discourse.

The essential argument here is that, given its “wandering nature” and its “permanent dislocation of attention” on the make, curating favors an outlook on architecture that, contrary to criticism’s traditional tendency to freeze the social and aesthetic values of architecture, rather questions such values incessantly.

As an activity that is perversely close to trend watching and cool hunting – but is also prone to reframe and orchestrate the unending “re-making of the perceptive apparatus that art pursues and provokes” – curating thus offers the dislocation of the “critical gaze as one of the tools through which architecture continuously overcomes itself.”

If you want to read more about the arguments that sustain such aggravating propositions, as well as all the other wonderful stuff included here, you will have to look for another valuable book that, for the exception of two obscure bookshops in Porto, will most likely be impossible to find anywhere in the world… and also plainly hard to order online. (Unless you go here!)

It is not necessarily the case that academic publications are trying to avoidcommodification and look like as if they are rarefied. As distribution succumbs to the endless reproduction of the already known, this just seems to be the destiny of many paper publications nowadays.

As it happened with vinyl records, interesting books are turning into profligate limited editions for fierce collectors only.

(Pedro Gadanho)

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